ATENDIMENTO A CRIANÇAS, ADOLESCENTES E FAMILIARES.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O MUNDO CONTEMPORÂNEO


Ao realizar leitura das colunas de Luiz Carlos Prates recentemente me detive a uma reflexão sobre a educação de filhos e responsabilidade dos pais, parei para pensar sobre as teorias de desenvolvimento que tenho estudado. Em especial a teoria de Vigotski que tem como base a mediação, ou seja, o ser humano aprende com o meio e com os exemplos dados. Nesta coluna, Prates comentou sobre o consumismo desenfreado dos seres humanos na sociedade atual e referiu-se a educação, principal agente responsável por isto. Muitos pais dão a seus filhos tudo o que eles desejam, criando pequenos ditadores e futuros consumistas de tecnologia, roupas, álcool e outras drogas. Muitos pais não sabem dar limites a seus filhos. Não sabem dizer: Não, você não pode fazer isso; Você não vai ganhar tal brinquedo; Você não vai a tal lugar. SIMPLESMENTE NÃO SABEM DIZER NÃO.
Outro fato que se relaciona à falta de limites são as mensagens passadas às crianças por pais, professores e familiares. Relembrando, cito como exemplo, a história do menino que salvou outra criança de uma casa em chamas e foi transformado em Herói. Foi importante sim, ressaltar a atitude heróica. Porém atribuir o título de HERÓI a uma criança de cinco anos pode ser algo perigoso. As atitudes das crianças devem ser elogiadas ou punidas, mas sem que a punição ou elogio se direcionem ao indivíduo. É necessário amar as crianças e possibilitar um aprendizado de forma que ela compreenda que sua atitude está correta ou equivocada, afinal todas as pessoas tem qualidades e defeitos. Ninguém é totalmente bom ou ruim.
A responsabilidade de gerar, criar, educar uma criança é enorme, principalmente no contexto social vivenciado hoje. Nos tempos de hoje, época denominada por muitos de “a era da comunicação”, há a televisão, a Internet, o DVD, vídeo-game, MP 3 e 4, aparelhos estes que afastam da realidade e do contato físico com outros seres humanos. O uso indiscriminado da tecnologia direciona à falta de diálogo, a agressividade, ao egoísmo e a uma superficialidade desenfreada. Vive-se sempre em busca de algo novo, não as relações afetivas, de amizade e de trabalho não são aprofundadas, pois tudo se torna descartável e sempre há algo melhor a buscar. As pessoas nunca estão contentes com o que tem, e modificar, procurar melhorar suas vidas tem se tornado algo bastante raro, afinal é mais fácil abandonar o que não está bom e procurar algo diferente, novo. A felicidade também se tornou objeto de consumo. Busca-se uma compensação em roupas, remédios, drogas, bebida alcoólica, coisas supérfluas que não preenchem o vazio existencial. Apenas o aumenta, tornando-o muitas vezes insuportável.
Ainda existem pessoas que buscam o autoconhecimento, procurando dessa forma tornar-se responsável por suas decisões e por suas vidas. Dessa forma, conseguem expandir seus conhecimentos e ajudar a sociedade. Há muitas entidades que procuram formas de resgatar valores, proibindo a presença de menores em bares e boates e promovendo atividades mais saudáveis para os “jovens”. Mas será que é somente disso que estes jovens precisam ou também é preciso resgatar o papel dos pais na formação das crianças e a responsabilidade que os adultos devem exercer sobre as suas vidas?

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"Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são. (...)".


Rubem Alves

Ser ator principal no palco da vida não significa falhar, não chorar, deixar de tropeçar, ter reações de insegurança ou, às vezes, atitudes tolas. Ser ator principal significa refazer caminhos, reconhecer erros e aprender a deixar de ser aprisionado pelos pensamentos e emoções doentias. Augusto Cury