ATENDIMENTO A CRIANÇAS, ADOLESCENTES E FAMILIARES.
CONSULTORIA EDUCACIONAL, PALESTRAS NAS ESCOLAS E ORIENTAÇÃO VOCACIONAL.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Família e Escola: diálogos possíveis e necessários.




Em minha caminhada como educadora, já assumi vários papéis: professora, coordenadora pedagógica, orientadora, diretora de projetos, consultora educacional, psicóloga clínica e escolar. Em nosso cotidiano nos deparamos com situações revoltantes e assustadoras. Situações que nos fazem refletir sobre Ser Humano.
A agressividade é um dos aspectos que compõem a personalidade humana, é um dos impulsos que faz com que sejamos capazes de defender a nós mesmos e aos nossos. Porém uma agressividade descontrolada é impulso de defesa animal. Tal impulso pode ser desenfreado por uma situação de perigo. Quando nos sentimos ameaçados, podemos ter algumas reações: fuga, defesa ou ataque. Podemos atacar de uma forma sutil, velada e derrubar o “inimigo” quando ele menos espera. Podemos fugir de situações de perigo e nos esconder, recomeçar, esperando que o “inimigo” não nos persiga. Também podemos agir com serenidade e nos defender, sem oprimir o “inimigo”.
Imaginemos um espaço em que várias pessoas, com personalidades diferentes, papéis diferentes, com autoridade diferente, precisem conviver diariamente. O que aconteceria se, cada vez que alguém se sentisse ameaçado por outra pessoa, ao invés de se defender de forma serena, buscando a elucidação do problema, sem utilizar a violência para tal intuito?
A Escola pode vir a ser considerado um espaço como o supracitado. O que pode ocorrer se, um educador ao ser agredido verbalmente por um aluno, reagir agressivamente, sem refletir sobre os motivos que levaram ao ocorrido?
A escola é composta por pessoas provenientes de uma comunidade, portanto não pode manter-se distante da mesma. É preciso compreender que o contexto externo da comunidade em que a escola está inserida tende a derrubar os muros da mesma e penetrar nos espaços escolares. Tal contexto permeia a biblioteca, a quadra de esportes, as salas de aula, os banheiros, o pátio, a sala da direção, dos orientadores e supervisores. É impossível ignorá-la. Antes de tudo, é preciso que família e escola estabeleçam diálogos permanentes que possibilitem o crescimento de ambas, sempre visando a melhoria do ensino e, conseqüentemente a transformação social.
Um projeto aplicado pelo Governo do estado chamado AMBIAL, do qual já fui coordenadora em uma escola preconiza a aproximação entre família e escola através de cursos profissionalizantes para famílias de baixa renda. Tais cursos, além de possibilitar o estreitamento de laços entre escola e família possibilitam um renda extra, mudança de percepção da comunidade com relação a instituição, educação familiar e instalação de cooperativas na comunidade.
Segundo Di Santo (2006), as mudanças sociais decorrentes da vida econômica altamente instável, do êxodo rural, das conquistas tecnológicas que aumentam sobremaneira as influências externas sobre a infância e estimulam o consumismo, a violência, a visão de mundo descomprometida com a solidariedade, valores morais passaram a ser transitórios, dando lugar a novas estruturas. Estas novas estruturas mudam a escola e a família. Aquela tende a questionar a capacidade das crianças, especialmente das que dão mais trabalho, seja por dificuldades de aprendizagem, seja por indisciplina. Esta postura tende a afastar ainda mais a família da escola.
Como nos sentimos quando recebemos críticas? Será positivo freqüentar um lugar em que as pessoas somente o convidam para lhe criticar ou apontar as dificuldades dos seus? Todo ser humano tem limitações e habilidades. Como educadores, somos desafiados, todos os dias a descobrir quais são essas limitações e quais são as habilidades dos seres humanos que são nossos pupilos e de que formas podemos influenciá-los positiva ou negativamente.

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"Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são. (...)".


Rubem Alves

Ser ator principal no palco da vida não significa falhar, não chorar, deixar de tropeçar, ter reações de insegurança ou, às vezes, atitudes tolas. Ser ator principal significa refazer caminhos, reconhecer erros e aprender a deixar de ser aprisionado pelos pensamentos e emoções doentias. Augusto Cury